Caridade contínua, sem horizonte de saída, cria três efeitos colaterais conhecidos: dependência da família atendida, desgaste do doador, e estagnação narrativa do projeto. Vimos isso em ação em projetos sociais de cidades vizinhas. Não vamos repetir.
Por isso operamos com tese explícita de empregabilidade: a cesta é a porta de entrada — atende a urgência alimentar — e o caminho para o emprego é a porta de saída — gera autonomia real. As patrocinadoras viram protagonistas dos dois lados: financiam a cesta e (em breve, na Fase 2) recebem candidatos qualificados das próprias famílias atendidas.
É uma tese ousada para uma cidade pequena. Mas é a única que se sustenta em 5 anos.